Nesta tarde ensolarada, com o calor
umedecendo o meu corpo desejei ardentemente estar em Salto de Corumbá aqui em
Goiás. Queria sentir a brisa suave e refrescante ao lado daquela cachoeira
magnífica despencando em queda livre... que inspira na alma, uma sensação de
liberdade infinita...
A peregrinação por aquela região em
dezembro de 2012 foi um dos momentos mais mágicos que ocorreu na minha vida -
tanto pessoal quanto espiritual.
É por isso que não poderia prosseguir
em outros artigos sem que antes mencionasse alguns fatos interessantes para
todos nós, que trilhamos o caminho da Luz além de esbarrarmos num emaranhado de
situações e circunstâncias que marcam nossa jornada terrena.
Não há como negar para aqueles que já
passaram por experiências significativas fazer uma conexão entre a vida
espiritual e a vida material e compreender que os passos que damos na direção
da busca interior criam verdadeiros “tsunamis” em nossas vidas e que na maioria
das vezes, as incompreensões das pessoas mais próximas causam um sentimento
profundo na alma peregrina.
É um caminho extremamente solitário,
onde há uma diferença muito delicada entre a “solidão” e “estar só” que confunde
a mente e o coração, porque apenas “o fio da navalha” separa estas duas
condições. Entender este processo simplifica a vida de qualquer “alma viajante
das estrelas”.
Como alma estelar, somos seres
espirituais. Estamos na Terra cumprindo uma peregrinação voluntária em corpos
humanos que utilizamos como veículos de manifestação neste plano físico. Não há
outra forma de expressarmos a nossa condição espiritual senão através deste
mundo de sensações.
A personalidade terrena deve realizar
no mundo terreno um propósito espiritual que é a manifestação da sua alma
divina, onde a parte da sua consciência superior inspira a mente física para a
concretização do Plano de Deus para esta dimensão inferior. Através do coração,
o contato com o “Anjo Interno” é alcançado e a “perfeição” entre o ser humano
encarnado e sua alma peregrina se estabelece, resgatando assim a nossa
verdadeira origem e missão de vida.
Na maioria das vezes buscamos a nossa
felicidade e a realização dos nossos sonhos de forma incorreta porque se baseia
no desejo da personalidade e não da vontade da alma. Este é o significado da
parábola: “Não se pode servir a dois Senhores!” e causa tantas confusões nas
mentes condicionadas pelas doutrinas religiosas.
O desejo da personalidade é algo
transitório e, dura apenas o tempo da permanência da ilusão das sensações,
enquanto a vontade da alma prossegue na eternidade de sua jornada evolutiva.
Uma e outra estão em permanente “conflito” até que a realidade – o despertar da
consciência espiritual – do “ser” e “estar” é desvendado.
E é nessa busca ao longo da vida de
uma alma peregrina no plano terreno que esbarra nestas “ilusões” e sente a
necessidade de uma companhia, pois a sensação de “estar só” cria um vazio que
precisa ser preenchido e isto, ocasiona uma nova forma de ilusão que é a busca
pelo “par perfeito”.
A existência de um “complemento” neste
aspecto é real, mas a sua manifestação ao lado da sua “metade da laranja” neste
mundo terreno é algo muito raro de ocorrer por várias razões, e uma delas é
justamente pela “ilusão” da felicidade que está inserida na mente do ser humano
encarnado, cuja personalidade vive apenas pelo condicionamento da forma externa
e o estereótipo da beleza física que predomina intensamente.
Este ponto não é fundamental numa
caminhada espiritual, pois o patamar evolutivo de cada alma em si segue uma
trilha pessoal e individual. Há uma condição cármica envolvida neste processo e
dificilmente duas “almas gêmeas” estarão no mesmo nível de conhecimento,
evolução e vivência, porque um dos pares possivelmente estará fazendo um
resgate de si mesmo e falta entendimento por parte da maioria das pessoas para
este detalhe tão significativo na vida humana de um ser que em sua essência é
espírito.
Pode ser que em uma encarnação
particular o mau uso do corpo físico tenha causado “danos irreparáveis” em
outros pares com quem conviveu e essa “dívida” terá que ser quitada numa vida
futura, tantas quantas forem os “danos” infringidos, envolvendo-se numa teia de
energias “contaminadas” por essa mesma personalidade em seus relacionamentos
com outras almas. No plano espiritual, a consciência disto trás o ser de volta
à reencarnação apenas para o aprendizado destes aspectos que o fará progredir
na sua caminhada evolutiva.
E uma das formas de “resgate” é
justamente o “efeito contrário” e fará a personalidade “descer” à forma física
num corpo bem diferente daquele que ocasionou tantos transtornos em sua
jornada, optando por um corpo de menos beleza atrativa e em situações muitas
vezes adversas como doenças ou dificuldades de relacionamentos e até de
“conflitos” existenciais.
No campo dos relacionamentos humanos e
em especial – como gosto de falar – no relacionamento a dois, é importante
conhecer o “efeito espelho”, pois isto ajuda a compreender essas “dificuldades”
de interagir com seu par e obter a plena harmonia na relação mútua. A alegria e
a felicidade que abraça a alma só são alcançadas quando o entendimento desta
“grande ilusão” sobre o amor se torna consciente na vida a dois.
Toda moeda tem os seus dois lados,
portanto do ponto de onde se olha uma situação, o ângulo é totalmente diferente
da outra. E um ser feminino e um ser masculino são duas essências que se
manifestam com suas naturezas particulares. Por causa deste desconhecimento, a
confusão se estabelece no mundo da forma. Muitas “almas gêmeas” que em nível
superior da existência espiritual, são “complementos divinos”, se perderam aqui
na densidade física e não se reconhecem mais como seus pares eternos.
Justamente por serem “complementos”,
são profundamente diferentes um do outro e a necessidade de um estar na
companhia do outro é latente nesta “busca” incessante pelo par perfeito.
Prefiro dizer que não há uma necessidade tão grande de se reencontrar seu
“complemento”, pois esta parte com certeza não estará encarnada numa mesma
existência, para se evitar esses “danos irreparáveis” que ocorrem com tanta
frequência com outros pares. Imagina só as consequências causadas pela ilusão
da matéria na separação entre dois complementos divinos e seus efeitos em
futuras encarnações.
Serão eternamente “irreconciliáveis” e
isto no plano espiritual não é permitido por causa do propósito divino que há
na caminhada e evolução destes dois seres que são inseparáveis em níveis
superiores da existência, como almas divinas, até o retorno à sua Mônada. Da
mesma forma como desceram aos mundos inferiores deve percorrer o caminho de
volta na mesma condição como partiram: juntos.
Apenas a “bagagem espiritual” de
conhecimentos e experiências é relevante nesta jornada da alma no plano
terreno. É esse o propósito divino destinado para os Filhos das Estrelas. Um
dia, esses dois seres vão semear outras Estrelas como verdadeiros
“co-criadores” em suas missões pelo Universo participando de forma consciente
da Criação. Assim é o Plano de Deus.
Uma exceção é “aberta” para dois
complementos divinos quando estes já alcançaram em sua jornada terrena, o
cumprimento de várias missões separadas e algumas juntas e encontraram um ponto
de equilíbrio que poderá mantê-los em plena harmonia e consigam manter uma
relação estável e produtiva dentro de um propósito maior: realizar uma parte do
Plano Divino. Então sim, é permitido a encarnação destes dois seres tão
diferentes entre si, mas que se tornam uma entidade única quando estão numa
missão espiritual de alcance mundial.
Esta é a realidade por trás da
existência de dois complementos divinos. Eles não vêm à forma física para
experienciar as sensações do mundo terreno, mas sim expressar uma condição de
manifestação espiritual, trazendo para a “realidade física” um propósito divino
já delineado por seus “mentores espirituais” e que necessitam ser exemplificado
e realizado pelos dois seres em corpos carnais.
E foi assim que até eu mesmo tive que
quebrar os meus próprios paradigmas para entender como deve ser a atuação de um
complemento em relação à sua outra parte divina.
“Pensamentos... de Amor” foi uma das
formas que encontrei para entrar em perfeita sintonia com aquela que um dia, se manifestará como a
minha Deusa e a minha inspiração... de Amor!
(continua...)
(continua...)
Paz eterna,
Shima
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